Preciso dizer-vos: preciso de versos
Dos mais diversos tamanhos
Dos mais diversos modelos
Sempre que um dia levante ou deite-se
Junto a tudo que tenho
Há-de ver-se que uma poesia nutre-me
Como o amor e vinho
Eis a minha Confissão
Eustáquio Silva (05/05/2016)
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quinta-feira, 5 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Como hei de viver? A poetar...
Como hei de viver? A poetar...
Eis o meu barco à guisa, ao vento
Mimo pouco ao meu lamento
O que quero e em versos navegar
Calados siléncios, outros caminhos
São-me ode de um mundo a porvir
Não quero os soluços repetir
Não, digo não a estes espinhos
Que ferem a todo poeta
Mesmo que lá dor não sinta
Junta-se a sua incrível sina
Que de longe a vida não acerta
Eu, meus tolos eus, eu
Este pronome ousadamente definido
Sente pelo mundo atraído
A dizer: nada em mim não morreu
Viver a poetar é ter pouco chão
E dele fazer bem o traçado
Para não cair atrapalhado
A atropelos a ser guiado p'la escuridão
Eustáquio Silva (02/05/2016).
Eis o meu barco à guisa, ao vento
Mimo pouco ao meu lamento
O que quero e em versos navegar
Calados siléncios, outros caminhos
São-me ode de um mundo a porvir
Não quero os soluços repetir
Não, digo não a estes espinhos
Que ferem a todo poeta
Mesmo que lá dor não sinta
Junta-se a sua incrível sina
Que de longe a vida não acerta
Eu, meus tolos eus, eu
Este pronome ousadamente definido
Sente pelo mundo atraído
A dizer: nada em mim não morreu
Viver a poetar é ter pouco chão
E dele fazer bem o traçado
Para não cair atrapalhado
A atropelos a ser guiado p'la escuridão
Eustáquio Silva (02/05/2016).
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Um sonho com a mar
Pegadas, caminhos, e ondas
Eis o sonho que tive
Eis as palavras que disse
Tudo que temos é o que navegamos
Silente ou perto de mais da costa
A vida são como seu movimento
Um vai e vem que a cada momento
Leva-nos a ser onde estamos
Um dia, um poema, um ensinamento
Um miúdo a quem conversa
Animais de todas as espécies
Tudo e todos, navegamos
E lá ao fundo o barulho majestoso
Tantos marujos, tantos sonhos, tantos tesouros
São como pétalas de ouro
Não do metal, mas do que precisamos
Vem uma fina chuva de prazer
De inebriar qualquer versejador
A dizê-lo: és tu meu senhor
O depósito para onde quedamos
E a viver sempre a sair de lugar a lugar
Em cada porto que se ancora
Sabe-se logo em acolhida que é de agoras
Que formam-se o dia que navegamos
Rios que cortam-te e deitam-se ao lado
São como filhos em teu seio de regresso
E digo ao miúdo: somos este perto
E as pegados e hemos de ir a deixar
Mas que linda situação eu vejo
O sonho mais belo que tive
Com o cantar das ondas eu disse
Viver é como sempre aportar
Acordo de um dia tenebroso
Ao lado dos que considero, dos que amo
Não há presente em maior tamanho
Eis o meu continente majestoso
Rica é a mar, rico são seus dizeres
Mesmo quando permanece em seu siléncio
E meu sonho foi meu momento
De dizer-lha como é-me importante
Eustáquio Silva (29/04/2016).
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Como está sereno o céu - Marquesa de Alorna
Como está sereno o céu
Como sobe mansamente
A luz resplandecente
e esclarece este jardim
Os ventos adormeceram
Das frescas águas dos rios
Interrompe o murmúrio
De longe o som de um clarim
Acordam minhas ideias
Que abrangem a Natureza
e esta nocturna beleza
Vem meu estro incendiar
Mas, se à lira lanço a mão,
apagadas esperanças
me apontam cruéis lembranças
e choro em vez de cantar
Marquesa de Alorna
Eustáquio Silva, admirador de Alcipe, 27/04/2016
Como sobe mansamente
A luz resplandecente
e esclarece este jardim
Os ventos adormeceram
Das frescas águas dos rios
Interrompe o murmúrio
De longe o som de um clarim
Acordam minhas ideias
Que abrangem a Natureza
e esta nocturna beleza
Vem meu estro incendiar
Mas, se à lira lanço a mão,
apagadas esperanças
me apontam cruéis lembranças
e choro em vez de cantar
Marquesa de Alorna
Eustáquio Silva, admirador de Alcipe, 27/04/2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Aos meus olhos (terceto poético)
Aos meus olhos eu entrego um verso de solidão
Quero que ele cresça e de semeado viva
Para ser a vida que sempre quis que não passasse em vão
Eustáquio Silva (26/04/2016).
Quero que ele cresça e de semeado viva
Para ser a vida que sempre quis que não passasse em vão
Eustáquio Silva (26/04/2016).
segunda-feira, 25 de abril de 2016
A que deve-se a precoce perda - Parte I
Amy Winehouse
Como uma cantora de tantos talentos perdeu-se a tal ponto que actuar e vê-la cantar era um suplício? Uma das melhores e maiores vozes de uma geração perdeu-se compulsivamente por conta de problemas sérios com drogas e más companhias a ponto de ser alvo de tantas e tantas discussões sobre quem realmente deu a ela a sentença de morte, já em vida. Prefiro ficar com o seu talento que ignorar a importáncia que tem para tantas pessoas.
Ian Curtis (Joy Division)
Este já é um caso diferente. Já tinha em si o ADN do regresso à morte. A depressão e a inconstáncia que eram-lhe peculiares faziam dele uma bomba relógio. Um homem à beira do abismo a falar de amor que irá separar as pessoas. Isto fez dele um elemento que perdeu-se e não teve como recuperar-se. Restou-lhe o suicídio.
Cabe em esta chávena pelo que representou à música e, precocemente, calou-se. A vida de um músico interfere na de várias outras pessoas e se todos soubessem não deixar-se-iam levar por esta desgraça interna a ponto de perder-se em si. Mas quem sou eu a julgá-lo, pois o vazio interior podia-lhe ser tão forte que não foi possível superá-lo. Mas, de qualquer modo, há-se fazê-lo esta homenagem.
Kurt Cobain (Nirvana)
A alguns o último grande talento do Rock n Roll, a outros um rebelde sem causa. A mim um ícone de minha geração. Cresci a escutá-lo e a admirá-lo. Sabia de seus problemas, mas via em sua música um grito da juventude à sua época. Um dos mais notáveis cantores, ou mesmo, não cantores de sua geração. Se tivesse chance de mais viver seria bem maior do que foi. Mas não poderia. O histórico de vida não o deixava. Um ás perdido. Um homem sem rumo. Um alguém que abominava a fama. Um ser sem acção diante dos factos. Restou-lhe a vida como peso e o peso de sua perda. Infelizmente...
Whitney Houston
Como bem disse o professor de canto e youtuber Márcio Guerra, alguém que brincava de cantar. Uma voz impressionante. Alguém que galgaria algo ao lado de damas do blues, jazz e soul americanos. Mas sucumbiu às más companhias, as mesmas que acabaram com Amy Winehouse. Perdeu a batalha para as drogas e foi um exemplo de derrota para tantos e tantos de seus fãs. Confesso eu que das quatro pessoas que trouxe à Chávena, ela era a que menos ouvia. Não é de meu género musical preferido. Pero é de um talento incontestável. Faz com a voz o que bem quer. É dona da melhor voz se prestasse a ela a atenção devida.
Encerra este primeiro momento por achar eu que alongar-me-ia demais em fazer mais observações. Se quiserem nada leiam do que escrevi apenas escutem as perdas que estão dispostas. E verão que virão a repetir aquilo que vos digo em estas poucas e parcas palavras.
Eustáquio Silva (25/04/2016).
sábado, 23 de abril de 2016
Desilusão
Ele deixou-se sufocar pelos seus sonhos. Pensou viver e poder conquistar. Mas eis que logo veio a realidade. Bolçou-lhe os versos. Varreu-lhe os tempos e a tudo fez viver em seu dissabor.
Quem não acreditava nele pôs-se a rir de sua aflição. Chamaram-lhe de louco, insano, o inconveniente. Queixosos, pois, não conseguiam voar.
Até que ele pela vida atreveu-se a si mesmo abandonar. Mas que peso maior pode ter a queda a quem há pouco sabia voar.
Eustáquio Silva (23/04/2016).
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